Esse ano tem Microfonia de novo. E minhas valiosas dicas já estão lá no site do evento:
http://www.comeceaimaginar.com.br/index.php/2008/06/10/tres-dicas-william-paiva/
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Eu sou um cara que vive achando novos significados para a palavra decepção. Ontem achei mais um: o novo filme de Indiana Jones. Por mais que você já saiba que o filme é ruim, por mais que já tenha lido sobre isso ou por mais que já tenham feito os piores comentários, ainda assim o filme consegue ser muito pior do que você espera.
Indiana Jones e a Caveira de Cristal é uma perda de tempo ufoecológica em que o personagem sai em busca da tal caveira, acompanhado do seu recém-descoberto filhinho atabacado. Só que tudo no filme é muito trash. Até a tal caveira, que é o objeto principal do filme, não passa de uma bolha de acrílico cheia de papel celofane amassado. Quando eles acham a caveira, é hora de se embrenhar pela selva amazônica para devolver a caveira ao lugar de onde foi tirada. No final de tudo, o tal templo lá onde tem os esqueletos dos ets na verdade é uma nave espacial, que se transforma num ventilador gigante, triturando todos os inimigos russos e depois lavrando pra um lugar com menos chuva e mosquitos. E aí o buraco deixado pela nave acaba formando as cataratas do Iguaçu. E vamos preservar a Amazônia, pulmão do mundo e blá blá blá.
Momentos altos do filme: a perseguição na mata com direito a tarzanices do tipo pular de um cipó pro outro, culminando na queda do jipe dos nossos heróis dentro do rio Amazonas. O jipe sai navegando como uma lancha, e despenca de três quedas d’água gigantes, jogando todo mundo nas pedras. Mas não acontece nada com ninguém e Indiana Jones se casa no final, como toda boa novela da Globo. Só faltava mesmo aparecer a Xuxa ou o Renato Aragão pra dar aquele toque Globo Filmes a esse novo (e tomara que último) episódio de Indiana Jones.