Uma das coisas mais complicadas de se fazer é sinopse de filme. Afinal de contas, você tem que contar o filme de forma resumida, mas a última coisa que você deve fazer na vida é contar alguma coisa de forma resumida, e tá aí o Twitter pra provar que isso é verdade. Talvez por pensar assim é que eu me divirta tanto quando chegam os catálogos dos festivais. É que vem sempre as sinopses de todos os filmes que participaram, e algumas realmente me deixam muito curioso para assistir aos seus respectivos filmes. Principalmente as que poderiam muito bem ser o título dos filmes. Hoje mesmo chegou um catálogo de um festival que Voltage participou, e as minhas sinopses preferidas (exatamente do jeito que estão escritas no catálogo) foram:
Cachorros não trepam no abstrato.
Venceslau vence de menos. Bah da bah da da da. Não é nada.
Ela foi assassinada antes de se explodir (entre o céu e a terra).
No aeroporto, as pessoas esperam por ago que vem do céu.
Um grupo de jovens vai ao cinema com um propósito diferente.
Tem muito filme bom aí por vir e eu vou acabar esquecendo de assistir/baixar algum. Então aí vai uma lista do que eu pretendo ver, mesmo sabendo que algum certamente é fuleiragem. Como tenho evitado ler sobre esses filmes pra não criar nenhuma expectativa, as sinopses aqui contidas foram inventadas por mim, depois de assistir aos trailers oficiais no YouTube. Ah, e eu assisti aos trailers sem som, porque estava ouvindo aquele disco de músicas do Daft Punk tocadas em videogames:
Rec 2: A polícia entra no prédio. Tem sangue e tripa pra todo lado.
District 9: Os aliens resolveram se refugiar na Terra há 30 anos, mas não revelaram nenhuma nova tecnologia aos humanos. Aí o governo confinou os aliens na tal District 9, que fica no meio da Africa do Sul. Os humanos não gostam dos aliens, vale salientar. Agora, os aliens querem ir embora, mas o governo não quer deixar. E aí o cacete come no centro.
2012: O mundo vai se acabar em 2012. Mas não é uma cidade, é o mundo todo de uma vez só. Suicídios em massa, o Cristo Redentor se esfarela e John Cusack é um pai que quer apenas proteger sua família. A cena do teto da Capela Sistina rachando no meio e separando o dedo de Deus do dedo do homem promete entrar para a história do cinema. Uma onda gigante engole a Casa Branca. Será que Obama está lá dentro? Acho pouco provável que ele ainda seja presidente em 2012. O que importa é que o governo resolve construir uma nave pra tirar a galera daqui rapidinho.
Hisss: A filha de David Lynch dirige esse filme sobre a lenda da mulher que vira cobra e engole pessoas vivas. Muito sangue e muita lama.
Antichrist: Casal vai para uma cabanda no mato, mas parece que a mulher (Charlotte Gainsbourg) está meio doente. Ou então o casamento que está ruim e eles querem dar uma apimentada na parada. A mulher joga alguma coisa na privada, dá uns passeios pela floresta e eles começam a transar. Só que aí começa a acontecer muita merda. Tem pessoas gritando e pássaros pretos voando.
Lembra do trailer de um filme chamado Hausu, de 1977, que eu postei aqui há um tempo? Um que tinha um piano que engolia uma mulher? Pois hoje achei mais algumas cenas dele no YouTube, o que só confirmou minha suspeita de que este é o melhor pior filme de todos os tempos. Destaque para a perna possuída que é comida pela cômoda assassina:
Esqueça o filme novo de Lars Von Trier. Esqueça inclusive Rec 2. O filme de 2009 é RoboGeisha. Pelo que pude entender até agora, é a história de uma daquelas mulheres japas, só que biônica. Ela solta espadas pelo sovaco, tem uma serra elétrica na boca, se transforma em tanque e ainda por cima solta jatos de ácido pelos mamilos. Imperdível:
Se tem um filme que eu quero muito ver, mais até do que aquele novo de Lars Von Trier, esse filme é Hisss.
Pra quem não tem saco pra ver o trailer, o que eu posso adiantar é que é um filme sobre uma mulher cobra que sai comendo gente, e que é dirigido pela filha de David Lynch.
O que você queria ser se não fosse o que é hoje? Profissionalmente, claro. Eu já me peguei pensando nisso, e até hoje as duas únicas coisas que eu tenho certeza que me deixariam feliz se eu não fosse o que sou são: ventriloquismo e prestidigitação. Essa última é a profissão do mágico, pra quem não sabe.
Só que hoje eu descobri uma profissão sensacional que eu certamente exerceria com prazer: construtor de pontes na China. Vejam essa ponte, por exemplo:
É a maior ponte do mundo, tanto em extensão quanto em altura. Dentre outras coisas muito divertidas, os construtores tiveram que, a certa altura, jogar os cabos de um lado para o outro. E, como usar helicóptero é uma coisa muito manjada, eles preferiram usar foguetes mesmo:
Ainda naquela conversa sobre ver imagem de coisas nas nuvens ou em manchas de parede, descobri um nome para esse delírio visual: pareidolia. Essa sensacional confusão dos neurônios é responsável, por exemplo, por todos aqueles delírios coletivos que sempre acontecem em volta de qualquer mancha que se pareça com alguma figura bíblica.
Só que tem uns casos realmente assombrosos. E o mais sinistro é que umas pessoas enxergam logo de cara, enquanto outros demoram pra definir as formas. O exemplo mais incrível que eu achei foi essa foto do casal com o filho. Olhem primeiro e depois respondam:
Você viu primeiro o bebê de chapéu no colo do pai ou viu logo um rosto barbudo Marcelo-Camelo-Jesus-Cristo-style? Realmente não acho que isso seja photoshop, e muito menos sobreposição de negativos ou algo assim. Também não acho que seja nada paranormal. Se quiserem ver mais fotos desse naipe, o canal é esse:
Mas aviso logo que algumas fotos desse site já são bem medonhas mesmo sem os efeitos paranormais.
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Por falar em coisa medonha, vejam só esse vídeo aqui. Deu vontade de fazer um filme chamado “Cavaquinho Assassino”, onde o espírito de Chucky encarna num cavaquinho e sai aterrorizando os pagodeiros. Alguém topa dividir a produção comigo?
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Esse post tá muito carregado hoje. Vamos falar um pouco de computadores então.
Eu ando meio puto com a Apple. Acho, inclusive, que é o início do fim da era em que os computadores Apple são infinitamente superiores aos que rodam Windows. Tudo bem que computador Apple nunca foi perfeito, mas pelo menos não trava quase nunca, não pega vírus e mais todo aquele blá blá blá que, se você ainda estiver lendo esse post, você sabe melhor que eu.
A questão é que ultimamente eles têm vacilado. Primeiro, aboliram a porta firewire 400 de qualquer laptop da linha nova. No MacBook Pro ainda sobrou a firewire 800, mas há controvérsias sobre o adaptador que pessoas como eu teriam que usar se trocassem de laptop hoje. Os MacBooks não pro se arrombaram e não têm mais firewire de nenhum tipo. E o MacBook Air nunca teve nada além de uma única usb.
Não satisfeitos, eliminaram a saída dvi e inventaram um padrão novo que, por enquanto, não lhe permite ligar seu computador num monitor vga externo ou na sua tv. O target mode também acabou. Nesses modelos novos não dá mais pra dar boot num mac usando outro hd que não seja o seu interno. E isso é uma das coisas mais úteis que os macs oferecem ofereciam.
Pausa…
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Acabou de chegar um pacotão aqui com o troféu daquele festival que eu falei que Voltage ganhou outro dia. É, sem dúvidas, o troféu mais enigmático que já apareceu por aqui. É muito pesado e tem uma portinha. Aí quando abre, tem um mecanismo com pilhas e tudo:
Eu segui as instruções que tem dentro da tampa, mas infelizmente nada aconteceu. Ah, e veio também um cartão com palavras muito gentis sobre o filme:
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Como eu ia dizendo, a Apple também resolveu instituir o monitor glossy em todos os laptops, o que é uma droga. Eu preciso do monitor pra trabalhar, e não pra pentear o cabelo no reflexo que ele proporciona.
Só pra completar, descobriram agora que os tais monitores de laptop têm uma proteção DRM. Isso significa, em linhas gerais, que no dia em que você arrumar um adaptador para ligar seu novo laptop na tv, ele vai te dar a seguinte mensagem:
Talvez numa tentativa de evitar o inevitável, que é a distribuição informal de conteúdo protegido. Tô vendo que vou ficar muito tempo ainda com meu MacBook velho de guerra.
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Fazia tempo que um trailer não me deixava com tanta vontade de ver o filme como esse aqui:
A melhor parte é quando o piano engole a mulher no final.
Primeiramente, obrigado por todos os emails e mensagens de celular parabenizando pelo Jumento Santo no Anima Mundi. Esse filme tá dando o caldo danado ainda.
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Segundamente, a gente aqui descobriu que o filme Viagem Ao Centro da Terra só ia passar em 3D num único cinema do Brasil todo. E como esse cinema é aqui em São Paulo, resolvemos ir lá ver qual é. Meu veredicto é: nem o 3d salva um filme tão ruim, mas se você nunca viu uma parada dessas, trate de ver. A parte que mais valeu a pena foi um clipe de Vertigo, do U2 em 3D. Aí sim o negócio pode ficar interessante.