Um negócio que sempre me frustrou em jogo de Atari é que, na maioria das vezes, passar de uma fase para a outra não mudava o jogo em nada. Só o que acontecia de verdade era que coisas ficavam cada vez mais rápidas, até um ponto que ninguém normal era capaz de jogar. Aí resolvi procurar no YouTube por vídeos de pessoas jogando Atari e achei coisas incríveis.
1) O cara que zerou Keystone Kapers:
Keystone Kapers era talvez um dos jogos mais doidos e impossíveis do Atari. A partir de um determinado momento, a loja era tomada por bolas, aviões e carrinhos de compra, todos em altíssima velocidade e sempre em sua direção. Pra dificultar ainda mais, era bem difícil alinhar o guarda com a porta do elevador em meio ao pandemônio todo e você tinha um tempo definido para dar a paulada na careca do ladrão. Neste vídeo, o jogador psicopata conseguiu zerar a pontuação do jogo, e como recompensa, ganhou só umas vidas extra:
2) O cara que terminou River Raid
Ao contrário da maioria dos jogos de Atari, River Raid tinha final. O aviãozinho pousa calmamente perto da torre de controle, e uns passarinhos da paz passam na tela:
Há controvérsias sobre o final de River Raid, uma vez que no Atari de muita gente, quando o placar zerava, o aviãozinho simplesmente explodia:
Lembra daquele post da perspectiva que botei aqui outro dia? No site da :weareom: você pode ver o making of em time-lapse do filme e uns stills dos objetos e suas proporções malucas. Aí você pode aproveitar e ver também outros filmes que eles já fizeram e que são muito bacanas.
Poucas coisas me impressionam hoje em dia, tecnologicamente falando. Mas também, as que impressionam, impressionam com força. Tipo esse novo negócio que a rapazeada da Universidade de Singapura desenvolveu. O negócio é o seguinte: você faz um desenho tosco e coloca o nome em cada elemento do seu desenho. Aí o programa cata imagens na internet que contenham os elementos que você desenhou, recorta tudo e monta numa fotografia só. É atualmente uma fonte inesgotável de material pro Photoshop Disasters, mas acho que em breve a tosqueira vai ficar só no seu desenho mesmo. Só vendo o vídeo pra entender direito:
Eu sei, eu sei. O Prodigy já tá cansado faz tempo, mas o foco aqui é outro. Nem eu imaginaria uma maneira tão didática de explicar como se pega um pedaço da música de uma pessoa e se transforma em outra música:
Essa eu já tinha botado lá no Twitter, mas é uma coisa tão fantástica que merece um lugar aqui no blog também. Vanusa, aquela cantora das antrolas que todo mundo confunde com Wanderléia, resolveu cantar o Hino Nacional em público, acompanhada por um violonista cujo violão sai som de piano. Só que o nosso Hino é, como todos sabem, quilométrico. Aí, lá pelos dois minutos e meio de cantoria, algum remédio que ela havia tomado entrou pelo lugar errado e a coisa começa a desandar. Resultado: ela inventa um novo Hino ali na hora, de improviso mesmo. E bota tanta fé na obra que ignora todos os aplausos dos presentes, que tentam a todo custo interromper o espetáculo bizarro.
Olha aí que até quando o cara tá liso dá pra fazer um clipe legal e sem ter que apelar pra imagem em fast-motion, edição picotada a jato e imagem alto-contraste: